quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Futuro...
Não sei o que pensar a respeito dessa palavra. Tenho medo e curiosidade. Não sei o que esperar do meu futuro e isso me assusta tanto que ultimamente não estou bem. Não gosto de coisas insertas e Futuro é algo inserto. O jeito como as pessoas falam de futuro me assusta. O jeito como eu penso no futuro me assusta. Não estou preparada para crescer ainda. Não estou pronta para começar uma vida só minha, onde tudo só depende de mim, por que não me vejo capaz de dar conta. Sei que se as coisas tiverem que acontecer vão acontecer, mas para realmente acontecerem tenho que perder esse medo e começar a buscar o que quero. Tenho que deixar de ser uma criança e aceitar que estou crescendo e que tenho responsabilidades, tenho que  parar de ter medo.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


  
   Definitivamente, não gosto de livros de viagem no tempo ou os chamados ‘místicos’. São pouquíssimos que me interessam e que a história não parece forçada demais para existir e as autoras ainda colocam um pouco de mistério o que não é necessário. Porém, não é o que acontece em Era uma vez no passado, da Nora Roberts, que consegue dosar muito bem a situação etérea dos vindos do futuro e um romance bem construído. E nas duas histórias. O que é mais difícil ainda.
A primeira história conta de um ‘caminhoneiro do futuro’ que estava levando uma carga para um outro planeta e acaba caindo em um buraco negro, voltando mais de 200 anos no tempo. Caleb se fere na queda e é encontrado pela antropóloga Libby, uma excelente cientista, mas que não conhece quase nada da vida e é bem acanhadinha. Inicialmente, ele fica com muito medo de contar-lhe a verdade, mas, aos poucos, vai descobrindo que ela é uma ótima pessoa e a calmaria que ele precisa. Tudo isso, temperado com grandes doses de história mundial, incluindo civilizações antigas e hábitos de outrora baseados em uma pesquisa muito bem feita, que enriquece bastante a leitura.
A segunda história é sobre o irmão de Caleb, Jacob que é a antítese do mais velho. Impetuoso e senhor da verdade, ele segue as instruções de Caleb e após dois anos consegue também voltar no tempo. Mas, dessa vez com segurança e conhecimento de causa. Ele conhece a irmã de Libby, Sunny, que é praticamente um furacão e, ao contrário da antropóloga, já é bem rodadinha e não tem nada de ‘coitada’. Obviamente, saem farpas para todos os lados, além disso, o humor (negro ou não) contido nos diálogos dos dois é delicioso. Os personagens são conduzidos de forma coerente com as personalidades que são apresentadas desde o início. Não mudam de uma hora para outra, mostrando um pouco de veracidade em um enredo fantasioso.
Enfim, para quem gosta de Mrs. Roberts é um livro que denota todo o talento da autora; para quem gosta de livros místicos, uma ótima pedida; e para quem, como eu, tem um pé atrás com esse tema, vale a pena ler por curiosidade, pois, na pior das hipóteses, terá um livro bem escrito em mãos e que será um bom passatempo!