domingo, 6 de janeiro de 2013

Um draminha que fiz para essa madrugada 7/1/2013 - O salvador de mim


                                                               




Todo o meu ser clamava por ajuda quando inacreditavelmente ele surgiu. Saiu de trás das sombras onde lhe era tão seguro e decidiu se aventurar por mim. Me encontrou definhando sem esperança. Eu não passava de um ser sozinho e triste e mesmo assim ele veio. Abandonou seu local seguro e veio até mim. 
Chegou mais perto e olhou em meus olhos. Não havia expressão neles. Eu sabia que ele logo desistiria, assim como todos fizeram. Só mais um segundo olhando para mim e ele iria embora. Ele se virou e voltou para a escuridão de onde veio. Eu sabia que ficaria sozinha novamente, mas algo dentro de mim se foi assim que ele se virou e deu o primeiro passo em direção as sombras. Era a ultima gota de esperança deixando meu corpo. Estava sozinha novamente. Me abaixei e cai imune no solo frio. Fiquei ali. apenas ali. Inerte em minha inacabável tristeza. Quando o frio e a dor quase levavam minha alma, ele voltou.
Meus olhos se levantaram sem o comando do cérebro. Queria desesperadamente vê-lo  de novo. Ele caminhava a passos curtos em minha direção. Tudo ao redor era preto e cinza sem qualquer atrativo. Ele chegou perto de mim. Com uma das mão me ajudou a levantar e com a outra me estendeu a unica coisa que não era sem cor naquele terrível lugar. Uma rosa. Ele fora procura-la. Disse que iria me ajudar se eu sorrisse ao menos uma vez para ele. sorri. O mais largo e imenso sorriso, pois estava desesperada por ajuda. Vi algo mudando em seus incríveis olhos azuis. Sem perceber estava envolta nos teus braços, e em metade daquele sufocante lugar estava surgindo cores. Ele olhou novamente para meus olhos. Eles pediam por mais. E ele deu. Passou uma das mão em meus cabelos revoltos com o vento, me segurou firme e me beijou. Tudo mudou. Cores começaram a surgir, as dores que carregava sumiam pouco a pouco, a solidão já não me assombrava mais e a cada ponto que minha pele era tocada pelos dedos dele, o frio que eu sentia se tornavam chamas, A cada toque um caminho de chamas surgia em minha pele. Não conseguia respirar. Não queria respirar. Tudo ao meu redor havia mudado. Ele mudou. E aquelas sombras de solidão e tristeza que rondavam aquele lugar não passavam de lembranças. terríveis lembranças.

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